A expansão dos Marketplaces e do modelo Direct to Consumer - D2C


4 min de leitura
26 Aug

Com a evolução da internet e os avanços em tecnologia, já é possível comprar praticamente tudo com poucos cliques sem sair do sofá. E quando falamos “tudo”, é tudo mesmo!

Um estudo de 2019 da empresa Salesforce revela que 99% das marcas de bens de consumo líderes de mercado estão investindo em estratégias de venda direta ao consumidor (D2C). Assim, grandes empresas – como fabricantes, indústrias e distribuidores – vendem a clientes finais, sem nenhum intermediário.

O sucesso do modelo D2C se deve, principalmente, às mudanças no padrão de consumo, ao aumento das vendas, ao surgimento de marcas 100% digitais, à expansão do comércio internacional (cross-border), à concorrência acirrada e à necessidade de estreitar o relacionamento com os clientes.

Marketplace e as vantagens de vender na plataforma 

Podemos citar os marketplaces, que também estão em ascensão, como grandes incentivadores do modelo D2C. Entre as vantagens estão: a marca não precisará se preocupar com a infraestrutura tecnológica, aquisição de tráfego ou com a gestão das vendas. 

Além disso, anunciar em marketplaces é um dos caminhos mais eficientes para fabricantes e indústrias chegarem de forma eficaz aos consumidores finais, pois há o acesso às ferramentas de marketing e à base de clientes do próprio marketplace.

Essa espécie de shopping center on-line ainda ajuda a fortalecer a presença digital da marca, proporciona boa experiência de compra e melhora a produtividade, permitindo ao empreendedor focar mais na gestão.

Com o passar do tempo, a tendência é o surgimento de novas possibilidades comerciais e a inserção de mais nichos de mercado aos marketplaces. Novos hobbies, por exemplo, poderão resultar na venda de produtos especializados e até relacionados a serviços. Portanto, quem não estiver presente na plataforma, certamente ficará para trás.

Os tempos atuais e os futuros só fazem estimular a propensão das indústrias e as marcas ampliarem suas alternativas para chegarem diretamente ao consumidor final. Esse é outro movimento estratégico global que já tinha seu crescimento estabelecido e que a pandemia e suas consequências só fizeram acelerar ainda mais todo o processo.

Como dissemos aqui, o modelo de negócio D2C remove intermediários de produção/distribuição e vende diretamente para o cliente final. 

"A pandemia acelera e potencializa esse movimento pois, de um lado, concentra ainda mais poder nas mãos das grandes redes de varejo, em especial as mais avançadas no digital e, de outro, torna mais fácil o acesso ao consumidor, exatamente pelo crescimento de participação do canal digital no total das vendas de produtos e serviços", comenta Gustavo Sígolo diretor do Buy Office.

"E reforça a importância da conexão direta com o consumidor antes que ele se torne ativo estratégico para outros operadores que, pelo conhecimento profundo, permanente e estruturado dos hábitos, atitudes e preferências desses consumidores podem atendê-lo com alternativas de produtos e marcas sob seu controle", completa Luis Onaga diretor do Buy Office.

Os marketplaces conhecem muito mais sobre preferências e desejos dos consumidores em sua jornada de compra digital, cada vez com maior representativa nas vendas gerais, do que as marcas e fornecedores de produtos e serviços.

Além das facilidades para entrar na distribuição direta através do canal digital esse caminho ainda permite um conhecimento contínuo e estruturado pelo uso de instrumentos de mensuração e monitoramento com uso de inteligência artificial e outros elementos mantendo nas marcas e fornecedores um ativo estratégico fundamental representado pelo conhecimento e conexão com os consumidores.

Se o movimento estratégico das marcas para chegarem aos consumidores finais de forma direta já era uma realidade pré-pandemia, esse processo tomou outra dimensão, muito mais relevante durante esse período de contingenciamento de deslocamentos e se tornará ainda mais importante na nova reconfigurada realidade, especialmente pelo crescimento inevitável do uso dos pagamentos digitais no futuro próximo.

"A combinação desses fatores envolvendo todos esses elementos permite prever que os papéis e representatividade dos agentes de mercado no cenário pós-pandemia será significativamente diferente do que aquele que tínhamos no período anterior. E vale muito refletir estrategicamente sobre tudo isso pois é só uma questão de tempo", diz Gustavo Sígolo diretor do Buy Office .

NOTA: Transformações precipitadas no Consumo e no Varejo por conta da expansão da estratégia D2C – Direto ao Consumidor serão apresentadas e discutidas, e são temas que estarão na pauta do Global Retail Show, de 13 a 19 de setembro, em 15 países e apresentado por perto de 280 líderes desses setores em todo o mundo. E com duas pesquisas exclusivas, uma sobre o comportamento e atitudes pós-Covid e outra como os empresários brasileiros do setor avaliam a evolução do varejo.


FONTE: BUY OFFICE

Contribua com a Office Connection e encaminhe seus projetos e artigos com fotos para nossa redação - gustavo@ralestrategia.com.br e inscreva-se em nossa newsletter semanal. 

Comentários
* O e-mail não será publicado no site.