Escritório Broissin Toreo Arquitetura de interiores


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28 Oct
28Oct

Este espaço corporativo pós-pandêmico é uma referência de como os centros de trabalho regulares irão gradualmente migrar para eventuais centros colaborativos onde reuniões para 'formação de equipes' serão agendadas e todos os outros trabalhos permanecerão como 'home office'. Na BROISSIN todos os espaços são concebidos como células de trabalho controladas, ventiladas e reguladas por um medidor de qualidade do ar.

É um escritório corporativo 100% livre de espaços tipo 'hot desk' ou estações de trabalho comunais, garantindo que o contato físico entre os usuários só será necessário entre as equipes relacionadas e em zonas autônomas com não mais de 8 pessoas por vez. 

Quando começamos a planejar nosso escritório, o ambiente corporativo nacional era orientado principalmente por um esquema misto entre plano aberto e escritórios privados destinados a diretores, sem deixar de lado que a Covid-19 ainda fazia parte de uma sequência de ficção científica para a televisão. 

Já estávamos convencidos da insuficiência das soluções inovadoras para as competências do espaço de trabalho em relação direta com a utilização do espaço definido. Distinguimos então um ofício que da análise de suas funções e necessidades nasceria sua forma ideal, e não originada de esquemas predefinidos dados pelos costumes, mas carente da equação 'necessidade + ocupante = espaço', mas sempre envolto em uma ideologia que homogeneizou o espírito do lugar. Em vez de você mesmo ser a fonte. 

Somos precedidos por um escritório suis generis distribuído em 5 pisos com espaços abertos de colaboração de 6 a 8 pessoas, condição que favoreceu a nossa atuação por estarmos organizados em gestão de grupos de 4 a 8 pessoas. Dessa forma, o dia a dia no centro de trabalho anterior parecia eficiente e fluido. Não tanto para dias em que a concentração individual reivindicou seu reinado e multidão, apesar de sua baixa quantidade (máx. 8 em um espaço) ela não daria, nem mesmo um decibel. 

Já se passaram alguns anos desde que um local de trabalho fixo e atribuído deixou de fazer parte do nosso esquema de trabalho, a rotação diária de diferentes locais de trabalho nos traria frescura e motivação, quando o espaço que você imaginou trabalhar estava disponível.

Como contrapartida, você nem sempre pode compartilhar o espaço com as pessoas que você supõe e o desafio de compatibilidade e empatia iria borbulhar. Que é uma situação que é atenuada durante a primeira semana de trabalho em escritórios com vagas designadas como acontece nos primeiros dias de folga, aqui com vagas flexíveis levará até 6 semanas ou mais algumas semanas para combinar com todas as possibilidades até você pode considerar que todos fazem parte do mesmo clã, quando esse momento chegar, a hegemonia da matilha foi alcançada. 

Em busca da dualidade entre exterior e interior em um espaço forçosamente interior. A amostra mais significativa de edifícios corporativos no país carece de espaços exteriores, apenas alguns andares em edifícios arranha-céus de 30 a 50 níveis na Cidade do México terraços ou permitir que o usuário abra janelas. 

A maioria possui cortinas que impedem a manipulação do ambiente interno com ventilação externa direta. O nosso pavimento no 'Parque Toreo' não é exceção. Por isso pensámos num escritório que embora contido num destes pisos representativos, desse a sensação de caminhar num espaço exterior e entrar num interior cada vez que entra ou sai de um espaço colaborativo. 

Criamos um miniecossistema controlado que agrupa espécies com alto CO2, capacidade de captação de formaldeído, entre outras, que contribuem para um baixo valor de ppm no ar. Estamos abaixo de 550 ppm de CO2 nos momentos mais críticos, quando a média desse valor na maioria dos escritórios corporativos está na faixa de 800 ppm a 1000 ppm. 

Nas circulações e espaços informais de encontro a iluminação é um reflexo do exterior e vai diminuindo com o passar do dia, garantindo o curso natural do ritmo circadiano de todos os utilizadores. Uma fazenda urbana e estantes hidropônicas compõem a área do parque central, oferecendo ao escritório uma sensação de sustentabilidade, energia e vida. 


FONTE: BROISSIN

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