Abstract: The Art of Design | Bjarke Ingels: Architecture


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O arquiteto Bjarke Ingles une função, diversão e sustentabilidade em seus designs com “utopia pragmática”, como uma usina sustentável com uma pista de esqui no telhado.

“De um ponto de vista mais amplo, a arquitetura é a arte e a ciência de criar as estruturas de nossas vidas. E as obras que construímos ou abrem possibilidades, ou impedem encontros e conexões.”

Bjarke Ingles faz uma analogia entre a arquitetura e o filme “A Origem”. A premissa do filme é o fato de que na vida real há muitas limitações, e nós não podemos realizar nossos sonhos. Mas, no mundo dos sonhos, podemos fazer tudo. Na arquitetura, você pensa algo que é totalmente ficção, e após todo o trabalho concluído, vira uma realidade concreta. Ele comenta que na arquitetura, sem dúvida, há um problema sem solução, que é o fato de que ninguém vai confiar em você até que o prédio esteja construído. Bjarke fundou a Bjarke Ingels Group, ou BIG, em 2005. O primeiro projeto concluído pela empresa foi a Maritime Youth House, em Copenhague, e o arquiteto comemorou seus 30 anos de idade no prédio logo após finalizar a obra.

A ascensão da empresa coincidiu com o movimento ambientalista, e o grupo teve a ideia da Sustentabilidade Hedonista, pensando em utilizar a sustentabilidade para melhorar a qualidade de vida. A premissa é encontrar soluções para os problemas de uma forma não problemática. Na obra da Maritime Youth House, Ingels provou que é possível fazer algo diferente, mesmo em uma construção simples e com pouca verba.

Nesse caso, o problema de poluição que existia no local foi resolvido, além de inspirar movimento e diversão por meio das ondulações presentes na obra, que acabou trazendo diversos prêmios para o grupo.

“Para realizar seus maiores sonhos, dê um passo de cada vez.”

Em uma de suas obras apresentadas no episódio, a The Mountain, Ingels cita que ao invés de você escolher um de dois conceitos que se excluem mutuamente, você pode juntá-los, formando um novo híbrido, com uma aparência diferente. The Mountain é um bom exemplo de utopia pragmática, no sentido de que ocupa um quarteirão urbano, uma realização muito pragmática de algo utópico, mas que foi construído com um bloco de cada vez. Quando o arquiteto pensa que The Mountain é real, significa que existe outro jeito, outra possibilidade. E, por isso, a utopia se torna mais possível.

Bjarke Ingels também recebeu muitas críticas pelo seu trabalho, e aqui podemos fazer uma ligação principalmente com a área do design gráfico, onde é extremamente comum recebermos críticas “rasas”. O arquiteto diz que “se você passa do ponto da indiferença, você gera reações extremas”. Também cita que na era da internet, “quem ler comentários em sites como se fossem críticas válidas, sofrerá muito. Aprendi a ignorar.

Durante todo o episódio, acompanhamos o desenvolvimento de um projeto especial para Ingels. Trata-se de uma exposição temporária na frente do Serpentine Museum, o Serpentine Pavillion. Diversos arquitetos famosos já participaram do evento, como o brasileiro Oscar Niemeyer em 2003.

Fonte: Netflix

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