Abstract: The Art of Design | Ilse Crawford: Interior Design


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A designer de interiores Ilse Crawford cria espaços e objetos que estimulam os sentidos e promovem o bem-estar, tanto para hotéis de luxo quanto para o varejo de móveis.

“Design não é apenas o aspecto visual, é um processo mental, uma habilidade. Acima de tudo, é uma ferramenta para acentuar nossa humanidade. É uma moldura para a vida.”

Os projetos de Ilse começam com uma estratégia, e o início do processo de design prioriza as pessoas e a experiência humana. A designer analisa o local, o cliente e cria empatia, pois considera a empatia um dos alicerces do design. Desde pequena, Ilse sonhava em ser independente, e aos 13 anos foi trabalhar como garçonete. Já na universidade, estudou história e história da arquitetura. Após se formar, foi gerente do estúdio de um arquiteto e depois foi para a equipe editorial de uma revista de arquitetura. Após alguns anos foi responsável pela criação da revista Elle Decoration, uma publicação contemporânea feita para atingir um público maior. Após alguns anos como editora da revista, Ilse decidiu buscar outras oportunidades. Sempre motivada pela curiosidade, a designer pesquisou e estudou muito até que escreveu seu primeiro livro, chamado Sensual Home. No livro, ela explorou os cinco sentidos — visão, audição, gosto, toque e cheiro — descrevendo como as casas podem nos envolver sensualmente e visualmente.

Ilse Crawford então decidiu passar de duas dimensões para três, para ver como se sairia na área. Seu primeiro projeto como designer foi para o hotel Babington House. Apesar da inexperiência prática, Ilse percebeu que a ideia que o dono tinha em mente não funcionaria para o público do hotel, e deixou claro para ele que esse não deveria ser o caminho. A designer então desenvolveu e apresentou sua proposta, muito inovadora para a época. Um lugar bem informal, que as pessoas pudessem tratar como se fosse delas. Já na sequência, Ilse foi convidada para trabalhar em outro empreendimento, e então fundou o Estudioilse com uma equipe para ajudar nos projetos. A partir daí, a equipe passou a desenvolver um projeto atrás do outro. Ilse comenta que quando o estúdio assume um novo projeto, eles guardam suas opiniões. Eles questionam, observam muito e ouvem. A designer sempre fala para a equipe que “temos dois olhos e ouvidos e uma boca, e temos que usá-los nessa proporção”.

O estúdio também passou a produzir algumas peças, como mesas, armários e outros produtos, pois acabavam não encontrando peças específicas e necessárias para os projetos. Ensinar também faz parte da rotina de Ilse. A designer leciona na Academia de Design de Eindhoven, na Holanda, onde consegue suprir sua vontade de trabalhar com a próxima geração.

“Minha grande esperança é que todo mundo coloque as pessoas em primeiro lugar, e isso pode ser feito de forma individual. Ou seja, é uma missão bem simples, e estamos realizando um cômodo por vez, um projeto por vez. Quando priorizamos as necessidades humanas em um espaço, o design pode causar um impacto profundo.”

Fonte: Netflix