Arquitetos e Design de Interiores já pensam em soluções para escritórios


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Boa parte das mudanças de comportamento impostas pela pandemia deverão permanecer ainda por muito tempo neste novo normal, dentre eles o distanciamento seguro e as práticas de higienização e o trabalho remoto. 

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Para garantir que esta segurança no espaço de convivência profissional e para quem seguirá trabalhando em home office, grande parte do tempo arquitetos e designers já estão pensando soluções para os escritórios, que vão desde a remodelagem de espaços a novos materiais para isolamento, além de itens cujo processo de higienização seja mais simples e eficaz.

“Os escritórios também deverão ser atualizados para atender a novas necessidades. O distanciamento deverá impor uma realidade com menos colaboradores presencialmente nos escritórios, mobiliários precisarão ser adaptados com divisórias, por exemplo, e o compartilhamento de estações e equipamentos deverá ser inibido”, avalia o arquiteto e urbanista, e presidente da Associação Brasileira dos Escritórios de Arquitetura (Asbea), Henrique Mélega.

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E é com esses novos parâmetros que os profissionais do setor já estão trabalhando. “Estamos muito atentos às mudanças que já estão vindo, às novas necessidades destes espaços, e buscando junto aos parceiros as soluções para novos projetos. Um bom exemplo é o cockpit desenvolvido por uma de nossas parceiras para garantir o isolamento nas estações de trabalho, mas que traz inovações como o fato de serem feitas de material reciclável, no caso garrafas pet, e, claro, serem de fácil higienização. E o melhor é que são adaptáveis, sem necessidade de obras ”, conta a arquiteta Jussara Prado,.

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Algumas das preocupações para estes isolamentos é a segurança e o conforto acústico. “Muitas empresas estão fazendo adaptações rápidas, usando acrílico, que é inflamável, ou vidro, que impacta o conforto acústico. É preciso pensar bem antes de fazer as adaptações necessárias”, afirma a arquiteta e empresária.

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Jussara avalia também que móveis precisarão ser adaptados, como por exemplo, os revestimentos de cadeiras e sofás, que deverão priorizar materiais sintéticos, facilmente higienizáveis, hoje mais voltados para o mercado hospitalar.

“Já temos no mercado também tratamentos especiais para revestimentos”.

E nas empresas – com menos funcionários usando os escritórios simultaneamente –, o desafio é manter rotinas que aumentam a produtividade, como os espaços colaborativos, lounges e, claro, o local do cafezinho, onde tantas ideias e soluções aparecem. “São espaços que precisarão ser ampliados e repensados para manter suas características de interação, mas com segurança. Então, uma boa opção poderá ser reduzir as áreas de trabalho propriamente ditas e dar mais espaço para estas outras áreas”, diz.

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Outra mudança que deve permanecer é o home office, que deverá desinchar os escritórios e exige adaptações nas residências.

“Agora, nós arquitetos precisamos pensar mais nos espaços em casa, já que o home office estará muito presente e o escritório, antes largado e cheio de papelada, terá uso”, lembra a arquiteta Danielle Kono.

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O novo formato vai exigir criatividade para separar estes ambientes e evitar a interferência das rotina. Para Jussara um dos itens mais importantes neste quesito é a ergonomia.

“Neste primeiro momento está muito improvisado. A mesa de jantar virou o escritório e local de estudos. Mas é preciso cuidado, porque a cadeira não tem a ergonomia correta para uso intensivo de trabalho e a longo prazo trará problemas de saúde”, diz ela.

Mobiliário que garanta a privacidade evitando interferências do ambiente em reuniões virtuais, por exemplo, deverão harmonizar com a decoração da casa.

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“Para nós é um mercado novo. Já fazia alguns projetos para espaços home office, mas a demanda está bem maior. Estamos mudando conceitos como trazer novas cores para o tradicional preto das cadeiras de escritório, e também soluções acústicas. O cockpit pode ser uma ótima alternativa, pois ele é facilmente adaptável e móvel”, fala Danielle Kono.

FONTE: Associação Brasileira dos Escritórios de Arquitetura (Asbea)

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