QUAIS AS TENDÊNCIAS PARA O FUTURO DO TRABALHO?


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Quais as tendências para o trabalho nos próximos anos?
Com o passar dos anos, o mundo corporativo vem sendo impactado com as evoluções tecnológicas diárias e mudanças sociais. A globalização, envelhecimento da população, mudanças climáticas e até mesmo as pandemias, estão fazendo com que o perfil do trabalhador e a maneira de se trabalhar, também mudem. Entretanto, as tendências para os próximos anos não se resumem apenas esses fatores.
A autogestão é mais uma tendência apontada para o futuro do trabalho. Seguindo a linha de um trabalho com mais liberdade, significa que, muito possivelmente, não haverá um controle rígido sobre o desempenho, já que o mundo corporativo está caminhando para uma estrutura menos hierarquizada e mais colaborativa.
O feedback será um processo dinâmico, natural e feito em tempo real. Os colaboradores terão mais autonomia e responsabilidade para controlar o seu próprio desempenho. Isso já é uma realidade em algumas organizações.
Na realidade, surge um novo conceito: Trabalhar por um propósito
O salário já está perdendo a força no processo de retenção de talentos e a tendência é que essa prática se fortaleça. Isso significa que será dever do empregador encontrar um propósito para que o profissional faça parte da sua empresa e transmita isso a todo o quadro de colaboradores.
O engajamento das equipes se dará por uma causa, e não por um valor. 

Como se preparar para essas tendências?
Com a popularização dos mecanismos em automação, somada à velocidade nas mudanças da nossa sociedade e às tendências para o futuro do trabalho, sabemos que empregos atuais desaparecerão para dar espaço a funções que nem sequer foram inventadas, afetando de forma direta o sistema educacional.Nesse contexto, é fundamental ter consciência e é necessário desenvolver algumas competências socioemocionais. Conheça algumas delas:

1. Inteligência emocional
A inteligência emocional é a capacidade de colocar-se no lugar do outro, agindo de maneira empática e também dominar os próprios sentimentos.

2. Pensamento crítico
Pessoas com o pensamento crítico apurado utilizam a racionalidade para resolver um problema.

3. Pensamento analítico
Atrelado ao pensamento crítico, será necessário para o futuro do trabalho que as pessoas entendam como funciona o raciocínio baseado em dados, além de apresentarem domínio em ferramentas que proporcionam essas análises.

4. Colaboração virtual
Cada dia mais, será preciso trabalhar de maneira produtiva e engajada, independentemente da plataforma. Por isso, é importante se familiarizar com as ferramentas tecnológicas desde cedo.

5. Negociação
As habilidades em negociação são fundamentais para todos os profissionais, independentemente do cenário do mercado de trabalho.

Qual o perfil do líder do futuro?
Se a sociedade e o mercado de trabalho estão mudando, os problemas assumem uma faceta ainda mais complexa e exigem mais elementos para suas soluções. Isso significa que os modelos de liderança também deverão mudar em curto espaço de tempo.
Novas tecnologias surgem a todo momento. As relações entre empresas e clientes são impactadas, como você pôde conferir o exato momento que vivemos frente a uma pandemia global. Nesse contexto, o papel do líder é fundamental para direcionar as equipes de trabalho para se adequarem a esse novo modelo.
Além disso, o perfil dos profissionais também está se modificando e os modelos autoritários deixaram de ser uma opção para o desenvolvimento de equipes de alto desempenho e engajadas. O modelo tradicional sujeita a organização a abafar a criatividade dos colaboradores, diminuir a performance dos times, limita a produtividade e exclui possíveis novos clientes potenciais.
Como você pode imaginar, os riscos para que os resultados despenquem são enormes. Por isso, essa nova realidade pede um novo perfil de líder: o que assume o papel de facilitador da rotina.
A liderança deve ter um caráter que busque minimizar a burocracia, pautado por constantes feedbacks e pela presença colaborativa e não onipresente, colocando-se sempre à disposição e a serviço para apoiar o grupo, tirar dúvidas e encorajá-los a dar o melhor de si. Aqui, é fundamental desenvolver as chamadas soft skills.
As soft skills são as competências e habilidades comportamentais de um profissional e estão intimamente relacionadas à personalidade dele, sendo referentes às características emocionais, mentais e sociais de cada indivíduo. São habilidades que nascem de acordo com a maturidade de cada pessoa, sua cultura, educação, crenças, entre outros fatores.
As soft skills são o oposto das hard skills. Essas são as competências técnicas, aquelas que colocamos no currículo, que podemos desenvolver e aprender na sala de aula, ou desenvolvidas nos treinamentos empresariais para melhorar a qualificação profissional.
Recentemente, em fevereiro de 2020, realizamos durante 04 dias mais de 30 talks com os principais profissionais de Arquitetura Corporativa, Facilities Manager e RHs, e todos estão com foco em pessoas e conectar mentes ao ambiente de trabalho.
A arquiteta Moema Wertheimer da MW Arquitetura, apresentou um case onde foi fundamental a interação com as diversas áreas da empresa, para que o resultado final fosse um sucesso e que todos os colaboradores tivessem o orgulho de trabalharem na organização.
A arquiteta Priscilla Bencke, idealizadora do conceito da Qualidade Corporativa Smart Workplaces, buscam a produtividade através do bem-estar e da qualidade de vida nas organizações, tem ministrado inúmeras palestras pelo Brasil, voltadas para arquitetos, designers, empresários, lideranças, facilities, profissionais de RH, assim como das áreas da medicina e saúde.
A palestrante Sandra Perin da Innova Spirituality, abordou o tema sobre o Poder da Espiritualidade nas Organizações, este assunto vem sendo difundido há mais de 15 anos, contudo nunca seu contexto foi tão necessário e incontestável para os dias de hoje. O prisma da espiritualidade, do intangível, do invisível, constata-se que as organizações não existem mais somente para gerar lucro, existem também para servir todos aqueles interligados a ela.

O que define uma cultura organizacional?
Cultura organizacional, cultura empresarial ou cultura corporativa são os termos que definem o conjunto de hábitos e crenças firmados por meio de normas, valores, expectativas e atitudes compartilhados por todos os integrantes de uma empresa.
Nesse contexto, a cultura organizacional também representa as percepções da liderança e colaboradores, assim como reflete a forma de pensar que predomina na organização. Isso significa que a cultura corporativa é a representação das normas não escritas e informais que orientam o comportamento das pessoas em uma empresa.
Intrinsecamente, a cultura organizacional é a responsável por definir a missão e provoca o surgimento dos objetivos da empresa. Portanto, ela deve ser alinhada a outros aspectos das decisões e ações da companhia, como direção, planejamento, organização e controle, para que se possa melhor representar a organização.
Assim, é importante salientar que cultura organizacional e liderança andam lado a lado, já que é importante que os gestores decidam (ou alinhem) o que é esperado dentro da empresa.

OFFICE CONNECTION – TALKS
Data: 21 a 24 de Julho de 2020
Horário: 10h às 19h
Local: São Paulo Expo